Mas contamos a sua história...
Nos Trilhos do Gerês de 1996 a BD foi o tema que dominou as conversas. O Lopes lançou o desafio para uns textos, depois suplemento, do Juvernal sobre BD. Saíram 3 números de 4 páginas em 1997, ano que não terminou sem um boletim de 20 páginas, as colaborações do Carlos e da Xanoca, mais uma exposição sobre Jijé, em Braga. A partir daí o projecto não mais parou: espaço semanal no jornal Forum Estudante, reportagens no Salão do Porto, nos Festivais da Amadora e de Angoulême (França), publicação de histórias de novos autores, entrevistas a muitos autores, Prémio Para o Melhor Fanzine (Amadora 1998), referências na imprensa, programa na Rádio Televisão do Minho e espaço semanal no Diário do Minho (ambos de Braga).
2000 foi um ano muito particular: editou-se um número consagrado a William Vance e realizou-se a única edição da Braga Desenhada, mostra dedicada à BD medieval e contou com as presenças de Gilles Chaillet, Pedro Massano e Ricardo Ferrand. Realizou-se em seis espaços de Braga (quatro deles medievais), contando com um debate, sessão de autógrafos, feira de BD, peddy papper escolar, tendo contado também com a exposição de desenhos originais de AH de Oliveira Marques e de Filipe Abranches, para além de obras dos autores já citados.
Temos responsabilidades redobradas por sermos a única publicação que desde 1997, se dedica em exclusivo à BD em Portugal, embora sempre conscientes que muito mais gostaríamos de fazer. A BD é uma Arte (a Nona) que tem uma impressionante riqueza literária e estética. Com quase 200 anos de vida, continua a ter um enorme potencial artístico e literário, que não deixa indiferentes milhões de leitores em todo o Mundo. Por isso, viva a BD!